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18 de agosto de 2009

Conversa com o sol...


Enquanto eu vou o sol acaricia minha pele,
olhar para o sol não me dói mais os olhos.
Ele me hipnotiza e devagar me encara
como se quisesse penetrar o fundo da minha alma.
E eu já não consigo mais tirar meus olhos de sua luz brilhante que dói,
mas que já não dói tanto quanto doia antes.
Há outras coisas que doem mais. O sol não me machuca, o homem faz-se sentir dor.
Olhar para ele fixamente durante horas e perceber que toca cada pedacinho do universo e que tudo vive por que ele brilha é extremamente surreal e arrepiador.
E eu vou indo! De olhos fechados.
Ouvindo com atenção o que ele quer me dizer,

atenciosamente sentindo seu calor na minha face,
olhando dentro dos seus olhos e vendo o fundo do seu eu,
o que realmente quer me dizer.
Eu me assusto, por que o que me disse,
é o que eu já tinha me dito antes.

Mas eu realmente não sei.
Esqueci!
Me maravilhei com sua luz e deixei suas palavras serem levadas pelo vento,
E perdi.
Perdi a mensagem que o sol queria me passar.
Agora devo esperar, por mais um contato íntimo.
Por que ele, apesar de brilhar e olhar por nós todos os dias,
é misterioso e tímido,
e não se abre com todo mundo.


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