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11 de setembro de 2009

Andei...respirei fortemente, mas os ares não penetravam nos meus pulmões.
Pensei! Pensei e olhei para a vastidão do horizonte. As luzes da metrópole brilhando ao longe, o longe que é perto. O grande que é pequeno. O vasto que é minúsculo. E isso me deu uma pontada de desespero. O frio quente que batia nos meus cabelos arrepiavam minha alma e me trazia medo, um medo alegre, um medo de pensar, um medo de arriscar. Por momentos parei, pois não tinha mais forças para dar passos e me faltava ar. A grandeza das loucuras me acalmou e me deu uns segundos de paz.
Sou apenas um ser pensamente que completa o universo. Ou faço falta, ou sobro. Qual dos dois será?
Ainda sinto medo do que sou eu, do que há em mim, e do que eu posso fazer. Sou contraditória, meus ideais raramente batem com minhas atitudes e eu jamais quebro uma promessa.
Será que morrer dormindo é o suficiente para amenizar dores?
Há pessoas que são espelhos uma das outras. Espelhos refletem o contrário, mas também refletem o igual. O igual ao contrário. É real? Será que o espelho é uma ilusão? Será que devo acreditar? Afinal, no que realmente devo acreditar?
Penso, repenso, medito, imagino e simplesmente não chego a lugar nenhum, além do que existe em mim. Este mim é infinito, e creio eu que passarei a vida vasculhando os meus eus , meus opostos e contraditórios. Espero um dia poder encontrar, o resultado desta busca infinita e rara... ou simplesmente dormir eternamente sem respostas e resultados.

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