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19 de setembro de 2009

Incerteza da alegria alegremente triste...

Não sei mais pensar sem poesia.
Não sou poeta, sou um ser que pensa, somente pensa e agora pensa com poesia.
Escrevo para não morrer, escrevo para tirar de dentro tanto prazer e agonia.
As palavras poéticas que voam na mente conturbada e calma acham que felicidade plena é um vazio. Um vazio bonito porém oco.
Quero a minha loucura para ser eu. Minhas palavras de poesia insana e abusadas me dão calor e frio, e preciso delas para continuar a jornada.
O perfeito é intediante e bonito demais para mim, apesar de gostar da beleza sinto que preciso de um caos.
Da poesia melancólica e abismada surgem céus e infernos , fazem o esplendoroso encontro do mim e do eu. Do mim que não lembro que existe e do eu que não quero que exista. Assusto-me!
E fico com medo de mim. Penso que falo sobre coisas tristes demais, amo a palavra melancolia, penso e reflito sobre ela, mas não sou tão triste assim. Tenho meus "hiatos" ,entre felicidade extrema e a tristeza de tamanha necessidade (para mim).
Amo toda a bagunça que existe no meu quarto interno da alma. Esta confusão de sorrisos e lágrimas e esse caos de liberdade que me prende.
Não sei mais viver sem. Não conseguiria manter-me viva por mais algumas horas se não me houvesse essa ponta de desespero saudável e esta felicidade que me envenena.

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