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23 de setembro de 2009

O dia, a noite e o amanhã!

Depois de um longo dia de muitos pensamentos (acadêmicos ou não), de uma pitada de desespero por que em certos momentos o tempo não passa, ele voa, e a agonia de vê-lo passar e não poder fazer nada, me dá uma angústia e me sento "inútil" diante do poder da vida. Depois de um dia de dores, calores e frios chega um momento que tudo para. Para por que tem que parar. Parar pra acalmar o corpo e o espírito. Tudo silenciosamente para, simplesmente para eu relembrar de quem sou, lembrar do que é minha essência. Por momentos os minutos e as horas nos faz esquecer-nos de quem somos, o que não é totalmente ruim, mas ter consciência de saber quem somos é prazeroso e alegre. Saber que depois de um dia como o de hoje, apesar de ter esquecido de tudo que existe no mundo e não ter nem ao menos percebido que estava viva, chega um momento que eu me reencontro e me sinto, e isso apazigua minha dor de não ter mais tempo de saber quem sou.
E o melhor por mais estranho que pareça é chegar na minha casa, sentar na minha cama, ouvir a minha música, ler meus poetas e escrever sobre poesia que foi meu dia.



"Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."

Fernando Pessoa, 1931.

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