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14 de setembro de 2009

O hoje de ontem

Hoje brinquei de infância.
Corri livre e flutuei como pluma leve no ar, sem pesos na alma.
Gargalhei como criança inocente e ri do adulto fútil.
Voei no balanço do parque e a brisa fresca do calor do inverno bateu no meu rosto e fez sentir-me como se estivesse experimentando o melhor prazer.
Sorri. Sorri e fiquei triste. Existe criança em mim, mas não sei se posso ser.
O êxtase durou alguns minutos eternos e a nostalgia doce da inocência e ingenuidade da infância tomou-me e me senti viva. Viva e melhor. Melhor e pura.
O homem tem a idade que se permite ter, tem a idade de seu sorriso.
Hoje tive a idade de quem se permite sentar-se no balanço e absorver cada riso, cada palavra e cada gesto. Esqueci-me do mundo, e ao olhar para o céu deparei-me com uma grande imensidão. Um infinito com cor de grafite, pontos luminosos no qual chamamos de estrela e pequenas nuances brancas de nuvens fofas e calmas.

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