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13 de setembro de 2009

Um universo particular...

Quero viver cada momento, cada instante como se fosse o último segundo vívido da minha vida.
Quero sentir que o amor pulsa e que a alma dele necessita.
Quero olhar, sentir cada gota de chuva, cada pedaço de terra molhada como se isso fosse o mais extraordinário acontecimento do universo.
Amo me sentir minúscula diante do que é tudo isso que não sei. Não quero viver sem mistérios, não quero morrer sabendo de tudo, mas quero morrer sabendo que não sei de nada.
Não saber de nada me dá melancolia, mas também me dá satisfação. O prazer do descobrimento é incomparável a qualquer outro prazer humano. Descobrir não é saber, é simplesmente entender. O entendimento completa a alma, e completa os seres, e que fazem seres se completarem. Existem seres que não possuem este dom do entendimento. É surreal, irreal, está além do material e do palpável. Os vivos que tem entendimento se reconhecem, pelo olhar, pela visão invisível dos olhos, da íris. Esta é a visão de além alma, é simplesmente ver com os olhos fechados.
Quero escrever todas as loucuras e pedaços de mim em papéis velhos rasgados, quem sabe assim, o mistério de ser eu é aos poucos descoberto.
Eu amo meu universo, mas também o odeio. Ele é simplesmente infinito e incompreensível. Às vezes me perco dentro dos meus caminhos. Quero seguir para um lugar, porém quando percebo estou do lado oposto de mim.
Quero sorrir, mas choro. Quero chorar, mas morro. Quero dormir, mas a agonia da minha essência não me permite.
Na verdade não sei o que quero. Acho que quero tudo, mas não quero nada. Tenho tudo, até um mundo, um mundo que eu criei. Um universo que eu moldei, do jeito que eu achava que realmente queria. E agora, reclamo deste mundo. Ele é perfeito demais para mim e isso me incomoda e me faz querer sentir um pouco as coisas imperfeitas da existência.
Sou imperfeita, mas por vezes quero chegar a um clímax de perfeição, e neste caminho novamente me perco e torno-me mais imperfeita que já sou.
Reflete em mim tudo que tem em você, eu sei o que se passa no teu coração. Ele é vazio de tão cheio, e assim como eu você busca algo que ainda não sabe, mas espera achar um algo que o satisfaça o resto da vida. Como se fosse uma pílula da satisfação e que seu efeito jamais termine.
A redescoberta de hoje, é que por tudo que eu tenha e por tudo que eu quis e tenho, eu ainda quero mais, é como se fosse um peixe num grande aquário, onde se tem tudo, mas não é o mar. E ele quer o mar, e vai querer o oceano e vai querer todo o planeta água, e vai querer até não existir mais o que querer, e ele vão entrar em desespero e vai morrer de angústia de saber que apesar da imensidão é tudo tão pequeno e inalcançável.
Descobri que os seres são contraditórios e incoerentes.

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