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29 de julho de 2013

Dimanche du Soleil!!











Domingo de sol, o dia chama, a rua manda.
Passo para lá, passo para cá, vem e vão as pessoas e amanhã já é segunda.
A flor da seca colore, o que já perdeu a cor. O céu azul, salva-nos da secura completa,
contida dentro de tudo e de todos.
Foi-se então, mais uma semana.

Two for the road.



25 de julho de 2013

12 de julho de 2013

O guardador de rebanhos - XXXV

O luar através dos altos ramos,
Dizem os poetas todos que ele é mais
Que o luar através dos altos ramos.

Mas para mim, que não sei o que penso,
O que o luar através dos altos ramos
É, além de ser
O luar através dos altos ramos,
É não ser mais
Que o luar através dos altos ramos.
Alberto Caeiro

O guardador de rebanhos - XXXVIII

Bendito seja o mesmo sol de outras terras
Que faz de meus irmãos todos os homens
Porque todos os homens, um momento no dia o olham como eu.

E nesse puro momento
Todo limpo e sensível
Regressam lacrimosamente
E como um suspiro que mal sentem
Ao homem verdadeiro e primitivo
Que via o Sol nascer e ainda não o adorava.
Porque isso é natural - mais natural
Que adorar o ouro e Deus
E a arte da moral...

Alberto Caeiro

3 de julho de 2013

Les fleurs!

Um pouco de flores, pois estou cheia das palavras!






30 de junho de 2013

Poema de pai.


'Apesar das estrelas e da lua,
Que noite escura
O corredor que leva ao seu quarto nunca foi tão longo.
Nenhuma luz acessa
Dos seus passos não ouço o som
Seu sorriso, perdido em uma dessas gavetas....Saudades.
Vou cobrir seus pés, essa coberta é muito curta.
Apesar das estrelas,
Falta uma aqui..... Que noite longa.'
Maio, 2012

Poema de pai, ganhei via e-mail durante uma viagem para longe! 
A reação foram lágrimas de amor! Lágrimas de saudades!



25 de junho de 2013

Home.

De tanto em tanto, dá saudade disso aqui. Do meu canto pelo mundo. Pena os dias, não fazerem tanta questão de serem inspiradores ao ponto, de eu querer compartilhar as cores e o vento!



 Café Monet


 









 Caderninhos
Trabalhando um pouco :)

28 de maio de 2013

São Paulo II

Away.

Os dias passam enquanto vivo o que tem que se viver da vida. Tudo parece fora da realidade, como se fosse um eterno estado de lisergia profunda. Tudo brilha como se fosse irreal, toda a realidade não passa de ilusão. As nuvens parecem mais próximas, o sol brilha diferente, as pessoas parecem mais distantes. As pessoas de tanto necessitar do amor, afastam-se dele. A carência é suprida por compainhas vazias, a vida é vivida sem amor, as palavras vazias são ditas aos ventos e o silêncio do infinito lembra-me da verdade. Existe o medo daqui, mas sinto-me segura, é só uma vertigem. Nada existe. Esta ilusão não vale a gota do suor, a alegria perdida, a noite perdida, a palavra mal falada, o pensamento martirizado. Somos feitos de eternidade, teimamos tanto em viver os dias certos, perdemos as tardes nas relvas verdes, os pores do sol nos dias secos, o cachorro no quintal, as flores que crescem, as crianças que estudam, as avós que envelhecem, os gatos que dormem. Dói-me ver a juventude passar enquanto atada, sei o mundo que existe lá, o mundo que existe aqui.
A vida é uma fase...vai passar!

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