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30 de novembro de 2009

Necessidades humanas

Há picos na vida no qual somos obrigados a enxergar que precisamos um dos outros para a sobrevivência, não como parasitas e dependentes mas como complementos e extensões. Algumas pessoas são nossas extensões que não conseguimos manter certo contato, pode ser que por haver características fortes em comum os afastem um do outro, ou simplesmente por princípios e "santos" não baterem um com o outro. Algumas extensões são para a vida, uma pessoa não é uma pessoa sozinha. Uma pessoa não é apenas uma pessoa, é um ser. Uma pessoa sozinha, é um apenas um corpo material semi- vivo, ausente de sentimentos e formas. Infelizmente ou não é necessário ao ser humano amar, interagir, olhar nos olhos, ser enganado, ser amado, ser magoado e ser "acarinhado". É necessário ao ser humano ter um parceiro de vida, seje ele um amigo ou um amor, ou pode ser um amor amigo, que muitas vezes não acontece. Percebi a necessidade de um amor amigo, e percebi também que quando é amor é amigo e quando é amigo, é amor também.

19 de novembro de 2009

Apenas um sonho.

O utopicamente continua dormindo, mas como ele também dorme, ele também pode sonhar e isto é apenas um sonho, não leve tão a sério.
Apesar do cansaço diário, do estress de cada trabalho, do tempo louco de cada estação, do engarrafamento nervoso de cada horário, ainda acontecem flashs de filosofias que vêm de cada sinuoso e complexo pedaço interno do ser.
Enquanto caminho e sou molhada por gotas de água que mais parecem estar sendo peneiradas ao cair do céu, meus olhos se voltam para o fim de tarde cinza intercalada por borrões azuis e raios sublimes de luz que aponta ir embora. Sinto as pernas arderem do cansaço e o joelho às vezes até tremem por parecer perder a força. Ainda ando, pois ainda faltam pelo menos 5 horas para as atividades "obrigatórias" do dia acabar.
Senti-me bem apesar da chuva, do frio e da fome que batia levemente em meu estômago vazio. A água até que não estava tão gelada, mas era tão fina que parecia cortar quando chegava rápida em minha face.
Creio eu que este momento de êxtase estranho durou por volta de 10 minutos, interessantemente relembrou-me alguns dias pingados em minha vida.
Não sei ao certo o motivo pelo qual senti essa sensação, talvez para relembrar-me que a vida é um ciclo sem fim, e que as coisas mesmo diferentes acontecem novamente e que somente às vezes percebemos isto.
Não senti como se fosse nostalgia, nem como um suposto "dejá vu", na verdade não senti como se fosse nada. Isso, exatamente isto, nestes minutos eu não senti nada e gostei de não sentir nada.
Gostei da neutralidade espontânea que sempre procurei alcançar, que chegou e durou apenas um momento. Conformei-me em saber que eu possa senti-la novamente somente daqui uns dez anos.



9 de novembro de 2009

Descanso

Assim como todo ser humano e todo ser vivo o "utopicamente real" precisa de um leve descanso. Não será eterno, mas será por tempo indeterminado. Boa noite e bons sonhos! Sugestões ou críticas pamela.raraujo@gmail.com



4 de novembro de 2009

Acalanto



Dorme minha pequena
Não vale a pena despertar
Eu vou sair
Por aí afora
Atrás da aurora
Mais serena

Chico Buarque
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