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30 de outubro de 2012

Utopia do frio.

Fico tentando utopicamente imaginar a minha cidade com o frio gelado de Amsterdam, com as ruas molhadas da chuva, as pessoas encasacadas andando pelas ruas em busca de um local quentinho para compartilhar momentos com amigos ou sozinhos, aproveitando a solidão que por momentos é maravilhosa e totalmente necessária.
Sinto falta de dias mais frios e estou cansada de um cotidiano quente e seco. Brasília este ano resolveu prolongar a época da seca e já estamos quase em novembro e o tempo está como no início da seca, poucas chuvas, muito sol e umidade baixa do ar. 
Saudades dos dias gelados e de ócio onde a melhor coisa a se fazer é ler um bom livro tomando uma xícara de cappuccino quentinho ou mesmo andar pelas ruas despretensiosamente atrás de momentos bonitos. Morar em uma cidade no meio do deserto do Brasil é bem complicado quando se ama a chuva e os tempos de inverno. 
Enquanto isso, eu mentalizo temperaturas mais baixas tentando esquecer o calor de 35º que faz lá fora (de mim).



 Meia calça, casacos, botas, luvas, toucas, casacos e mais casacos!


28 de outubro de 2012

Semana arq.

     Apesar de hoje ser um domingo a noite e eu ter tido uma das semanas mais cheias desde que voltei para Brasília, me sinto feliz e muito bem! Durante toda a semana tivemos a semana da arquitetura na UnB, onde tive a oportunidade de conhecer várias pessoas, trocar muitas ideias e ter contato com muuuita coisa interessante relacionado a arquitetura e urbanismo que não temos a oportunidade nos dias cotidianos de aulas. Durante todo o final de semana (sexta, sábado e domingo), participei do curso de Bioarquitetura e Engenharia Naturalística promovido pela UnB e profissionais da área vindos da Itália para dar o curso. Não posso deixar de falar que foi um dos melhores finais de semana que tive desde que voltei, apesar de dois dias de aulas teóricas dentro de um auditório, tivemos o domingo inteiro para colocar tudo em prática em uma chácara super delícia em um momento mais descontraído e natural. Foram experiências com geobiologia, Feng Shui, BTC (Bloco de Terra Crua), Adobe e por aí vai! Fomos recebidos com um almoço italiano super delícia e cafezinho da Moka para acordar! 
        Fazer o adobe e pegar na terra com a mão foi a melhor parte do dia, sentir de perto e ter esse contato direto com a vida é saudável e penso em como as pessoas hoje são felizes ilusoriamente nas grandes cidades, achando que tecnologia e materialidade trazem algum benefício para nosso espírito.
Para quem se interessar, haverá o segundo módulo do curso em janeiro nos dias 04,05 e 06. Podem falar comigo que passo mais informações.
        Uma boa dica de filme que foi passado e que no mesmo dia eu já assisti tudo, é o Medianeras- Buenos Aires na era do amor virtual. É um filme argentino e muito interessante ver a visão do filme da arquitetura contemporânea e o crescimento desacelerado e descontrolado da arquitetura e do urbanismo nas grandes cidades (principalmente américa latina).
Obrigado a todos que fizeram parte destes bons dias e espero mais assim por vir!






Habla Café, um projeto bem interessante que você pode ler mais aqui.







Caçando pontos de energiaaaaaa!





















15 de outubro de 2012

Viagem de volta para casa.

95  posts depois para 166 dias, 6 países....e um pedaço da história que nunca seria vivido na minha cidade.
Voltar foi um choque, na verdade quase um trauma. Foi depressivo e bem difícil a readaptação de volta ao velho, depois de ter vivido o que eu sempre quis. Não foi melhor só por que era Europa, foi todo um contexto que junto fez ter sido o que foi. 
Para mim, foi uma questão de experimentar um estilo de vida e cultural que se encaixou perfeitamente ao estilo de vida que  sempre tentei ter aqui na cidade complicada onde moro. Apesar de ser um assunto um tanto complicado de se conversar, pois comentários inúteis, ignorantes e até invejosos sempre fluem durante uma conversa sobre as coisas que existem além daqui e que sim, todos sabem que são muitas vezes superiores aos daqui, mas teimam em fazer comparações pobres para não desmerecer as coisas boas da vida brasileira, mas a verdade existe e não temos como negá-la.
Voltar foi um recomeço, que não posso negar muito mais difícil que começar uma vida em Portugal, na qual tudo era novidade e as facilidades eram tamanhas. Aqui as coisas continuavam as mesmas, as pessoas com as mesmas mentalidades e interesses, o calor seco de julho, o céu azul empoeirado, a cidade mal cuidada, os cachorros bobos alegres, o quarto com os mesmos enfeites (tinha uma cama nova), tudo continuava exatamente como em fevereiro, quando deixei a cidade cheia de esperança para minha nova vida, ao contrário de quando voltei, cheia de agonia, em pensar a ter minha vida daqui de volta. Um único grande detalhe, é que a única coisa diferente por aqui, era eu que tinha acabado de chegar. E foi aí que o sofrimento começou. Tentativas de contar sobre o inexplicável, não se explica sentimento. É tentar falar sobre lugares, pessoas, experiências, tentar explicar como a pizza italiana é diferente da que temos aqui...mas, para quem nunca viveu algo parecido, tentar dizer, é praticamente em vão. Ninguém ouve de coração, todos ouvem de curiosidade, mas no fundo, ninguém quer saber.
Só se readapta a uma vida em uma cidade que oferece pouca mobilidade, poucos lugares belos para fugir da loucura da cidade, pouca encontrabilidade de pessoas e oportunidades de se ter mais qualidade de vida todos os dias (não tô falando em andar de bike domingo no Eixão), quem é muito acostumado a mediocridade.
Este processo de me acostumar novamente a vida antiga não irá chegar ao fim, enquanto eu não mudar as coisas por aqui ou eu me mudar daqui novamente.
Um breve resumo de três meses.

A pasta italiana.
Organizando as lembranças...
                                                                         Comemorações de Anita.

 Aproveitando os dias quentes.

 Reencontrando amigos.
 Aproveitando a casa.
Coconut (L)




 Gatos que são gatos, são sempre folgados!
 Cachorros que são cachorros, são sempre carentes!


 Testes culinários.
 Chá das 5. Literalmente.

Típico dia de setembro: 37º e umidade do ar 13%

Flores de maio azuis....

 A saudade....

 Comemoração 2 anos de Amélie (a cachorra).
 De volta aos vinhos argentinos.
 Guacamole de todos os dias.
 Móveis novos, ou velhos?
Minha Maria Antonieta, confidente.
 Um pouco de vida, Pirenópolis.
 Chuva e grama verde.

 Em breve muitos frutos.



Surpresas.
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