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2 de dezembro de 2013

Dia de Marvin.

Um dia de sol....Um dia de amor...Um dia de diversão.
Um dia de água. Um dia de frescor. Um dia qualquer. Um dia de sábado.






A imaginação.

"Dói-me a imaginação não sei como, mas é ela que dói,
Declina dentro de mim o sol no alto do céu.
Começa a tender a entardecer no azul e nos meus nervos.
Vamos ó cavalgada, quem mais me consegues tornar?
Eu que, veloz, voraz, comilão da energia abstrata,
Queria comer, beber, esfolar e arranhar o mundo,
Eu, que só me contentaria com calcar o universo aos pés,
Calcar, calcar, calcar até não sentir.
Eu, sinto que ficou fora do que imaginei tudo o que quis,
Que embora eu quisesse tudo, tudo me faltou."
Passagem das horas,Álvaro de Campos.

17 de novembro de 2013

Deixe-me ir...


"(...)Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar..."

Preciso me encontrar, Cartola.

16 de novembro de 2013

Soror de saudade.


 Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda gente!

Florbela Espanca, 1923 

Sem título.

A exaustão das obrigações nos afastam cada vez mais de nós, como se qualquer outra coisa a ser feita fosse mais importante do que somos. Como conviver com a exaustão? Como viver com obrigações? Como seria viver sem elas?
Estranho pensar como seria se tudo fosse diferente de como é. Será que seria realmente melhor? Mas melhor em qual sentido? 
Quando eu uso a palavra viver, destino seu significado de forma mais profunda que o simples fato de estar vivo. Viver pode ser subjetivo, mas aqui, viver é estar pleno, quente, dolorido, intenso com direito a todos os sentimentos que estamos sujeitos a sentir, menos a neutralidade.
A cada dia que me reconheço no espelho, vejo-me um dia mais velha. Reparando bem, consigo já notar as mudanças físicas de como eu era há 1 ano atrás. Minha pele já não é a mesma, os cabelos estão diferentes, meu corpo já não tem mais "cara" de 18 e ainda refletindo sobre isso, consigo observar-me ainda como se tivesse meus lá 15 anos. Afina de contas, ainda sou eu. Apesar de todo o amadurecimento que passei desde meu nascimento, tenho aqui ainda o que me faz viver, ainda possuo aquela energia única que me reconecta, que me faz ser. Eu tenho, o que me faz ser. Sou o que tenho. 
E o que eu vivi ontem, valeu a pena para eu ter que vivê-lo de novo? 
Cada um que possui seu universo único, sabe de seus desejos realmente profundos, que talvez nunca cheguem a ser vividos ou que talvez, por serem tão simples e de poucas ambições, possam até, ser considerados medíocres. Admiro os que buscam sua verdade. Muitas vezes banalizados perante tantas pseudo-objetivos de vida, a coragem é na verdade, ser o que somos para continuarmos sendo o que somos, para assim sermos felizes.
Palavras complexas para todos os sentimentos complexos. Para que tanta complexidade? 
Será que tudo foi concebido para assim o ser? Faz parte de toda minha simplicidade um pouco desta complexidade toda? 
A cada pensamento que nasce, outros dez se desenvolvem, é como se a qualquer momento, fosse acontecer uma overdose mental e transformar tudo em dor. 
Desejo a simplicidade de ouvir uma música, quero o prazer das poesias mais singelas, quero viver as paisagens já vistas, sem dons, sem ambições, sem horas.

27 de outubro de 2013

Janela. Finestre. Fenêtre.

As janelas do Goiás.
Estudos da tipologia de janelas coloniais encontradas na Cidade do Goiás, Goiás. 
Aquarela sobre papel. Setembro/outubro 2013.

As janelas voltadas para as ruas. Vêem tudo que se passa. Abrem os olhos para a vida. Recebem a brisa do fim da tarde, o calor do dia, as chuvas do verão...
Ah as janelas que podem ver!

24 de outubro de 2013

Portrait.

Ganhei este retrato de um amigo recente e é incrível como ele conseguiu retratar muito bem minha feição e alguns detalhes que mesmo no retrato ficaram tão bem detalhados.
A técnica utilizada foi aquarela com alguns detalhes em nanquin.
Para quem quiser conhecer mais, aqui está o seu blog de ilustrações Lacis ilustrações.
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