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28 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012!

Esta retrospectiva de 2012 está sendo escrita só por que este ano valerá a pena ser relembrado pelo resto da vida. Foi o ano mais produtivo, útil, intenso e vivo da minha vida e posso também, considerá-lo um dos mais felizes.
Posso começar dizendo que o começo deste ano começou literalmente com um fogo de artifício atingindo a minha bochecha, mas eu nem estava ligando, daqui alguns dias eu já estaria morando em outras terras e eu nunca tive um início de ano mais esperançoso que 2012.
Passando de Brasília a Salvador - BA, Morro de São Paulo, sol, verão, calor, volta para Brasília com muita chuva e umidade e saio voando diretinho para Lisboa! Cruzei o oceano sem dormir, de tanta empolagação. Velho mundo, frio, novidades, história, pessoas, cultura, portugueses.......furtos de bolsas na estação de Calatrava, raivas, enfim, aprendemos a virar gente grande. Faro, pousada, amigos, frio, vida nova, 100% nova. Universidade do Algarve, Paisagismo, professores portugueses problemáticos, projeto do parque, passaportes, Paris (L), Koln, Amsterdam, Maastricht, Rayanair, frio, 0°, fome, frio, cansaço, frio para não acabar nunca! E quem liga pro frio? Tô na Holanda! Coimbra, Porto, frio com calor, barraca, vinhos do Porto, amigos. Espanha, 44º graus! Saudades já começando antes de acabar. Itália, carro, amigos do coração, família, nonnnnnna, Toscana, mediterrâneo, Roma! Sevilha, Faro, chororô, Lisboa, Brasília! E quem queria voltar? Eu não! O momento mais sincero da minha vida, foi o momento em que senti o vazio na barriga da volta para Brasília. Eu não queria voltar, pelo menos por aquele momento. Não era ainda a hora, mas tive que fazê-lo! Meus 6 meses acabaram e era a hora de voltar a realidade, e a retrospectiva do restante do ano, quem lê o blog ainda do período antes da viagem, saberá o que é! A rotina já voltou e por aqui a restroscpetiva é: tentativa de readaptação 1, tentativa de readaptação 2, tentativa de readaptação 3, tentativa de readaptação 4......faculdade, projeto hospital, projetos, casa, casa, casa, filmes, comidas, saudades, família, estágios, estágios...natal..!  Nada muito incomum do que já acontecia antes e agora começo um ano novo, com menos esperança do que 2012, mas com uma pontada de esperança a longo prazo. O futuro que me aguarde né?!
Que em 2013 ninguém perca as esperanças! 





 

25 de dezembro de 2012

Impressões de um ano rápido!

Tinha mil coisas para escrever, já faz um tempo que deixei o blog de lado para entrar em um ritmo de estágios e faculdade intensos, porém, produtivos. São dois estágios, 1 hora de almoço, 1 hora de bus pela manhã e 1 hora de bus voltando para casa, engarrafamento, sol quente, gente cansada e mal educada, fome, caminhadas...... Mas como pelas experiências de vida que já tive, sei que só se alcança os objetivos através de muito trabalho e ralação, por mais clichê que isso pareça, é a verdade, então, a cada dia que passa de muito cansaço medito sobre o que já vivi e o que quero viver, crio forças, vontade e carinho para fazer tudo dar certo de novo!
Infelizmente este ano, vou ficar por Brasília no verão, que para quem é da cidade, sabe que esta é a opção mais depressiva do país. Enquanto toda minha família estará desfrutando o calor e as praias baianas, estarei eu aqui, lembrando dos verões lindos que passei nas terras quentes do nordeste do Brasil, dos dias em Morro de São Paulo, das ladeiras do Pelourinho, da brisa fresca do Atlântico, das noites quentes de verãooo, das passeadas no calçadão e dos momentos de praia que eu tanto aprecio...que saudades! Só é triste saber que mais um verão da minha vida, ficarei sem ver o mar!
O blogspot está meio contra mim e não me permite mais postar muitas imagens (tenho que pagar mensalmente para poder postar, mas eu gostaria de pagar por ano. Alguém sabe como?), então, me restrinjo a poucas imagens e mais textos, apesar também, de não ter muito o que dizer. Ressalto que a vida brasiliense voltou como era antes, mas ainda bem, que nunca vou me acostumar com este cotidiano, quero viver a vida melhor e não pretendo perder 2 horas por dia no trânsito, enquanto posso fazer algo mais interessante pela cidade. O tempo por aqui anda escasso e quase não tenho tempo nem para fazer as minhas próprias coisas que são praticamente obrigatórias, um bom jeito de se passar o tempo sem perceber, ou um péssimo jeito de viver a vida sem viver (que é o que não quero). 
Já sei vai mais um ano, 2012 passou mais que voando, e estou muito feliz, de ter passado metade dele longe de tudo que não me faz sentir gente de verdade. Foram meses intensos, que vivi de verdade, como sempre quis e quero. Agora, tenho lembranças que nenhum dinheiro brasiliense me compraria! 



2 de dezembro de 2012

1º Plantio de árvores comunitário DF+Árvores

E hoje foi lançado o nosso evento! Está marcado para o dia 16 de dezembro o 1º plantio de árvores feita pela população no Distrito Federal e começaremos pela EPTG. 
Tudo está disponível no evento e na página no Facebook.
O evento é aberto para todo o público da cidade e começará o plantio a partir de 12:00 de um domingo estendendo-se até as 18:00.
Espero que tudo seja bem interessante e que o nosso objetivo seja alcançado.
O convite está feito e espero todos por lá! :)





13 de novembro de 2012

80 anos.

Começou uma semana com uma rotina totalmente diferente. Na segunda comecei um estágio em um escritório de arquitetura muito interessante e que parece que vai me fazer feliz, e já estou. Tudo apertou um pouco devido ao final do semestre, mas as coisas estão se ajeitando e já passei por momentos piores.
No início do mês foi aniversário de 80 anos da minha vó materna. Apesar de ela ter me confessado que queria uma viagem para Paris ao invés de uma festa, tudo aconteceu lindamente fofo! Os sete filhos prepararam tudo com muito carinho e amor em um salão, com amigos e familiares mais próximos, netos, bolos, comidinhas (no meu caso lasanha de microondas, esqueceram de pedir ao buffet um prato especial vegetariano, mas como sempre acontece não me importei tanto). A festa ficou chique e elegante do jeito que a vó metida gosta, uma decoração simples e linda, que eu queria levar tudo para casa, mas não podia por que era alugado. 
Alguns filhos fizeram um pequeno discurso para a vó e eu como neta mais velha, tive que (quase contra minha vontade ou contra minha timidez de público falar), pois eu já chorava a tempos desde que começaram a falar e fazer as homenagens. Quando falei, tive que rapidamente colocar minha criatividade para funcionar, mas o que dizer para alguém como uma vó? Na qual se convive desde o dia que nasce e praticamente é sua segunda mãe? Passei boa parte da minha infância aos cuidados da minha avó materna (paterna também) e tenho ótimas lembranças disso e sinto muito nostalgia quando me lembro. E tudo é tão vivo em minha memória que parece nunca ter passado, apesar de já serem 24 anos de convivência. Compartilhei os momentos mais livres da minha vida no quintal da casa da minha vó, juntamente com minha irmã e minha prima e já dava chilique para dormir lá, desde os 3 anos de idade. 
O quintal foi cenário de brincadeiras na areia com os talheres de comer, subidas em árvores com as camisetonas da minha vó que eram vestidos em nós, projetos e execuções de casas de cadeira, mesas e lençóis na sala, dormidas de dias, filmes, leite em pó roubado, árvores plantadas e muito tempo de memória para escrever em um blog. 
 Chorei por que senti que o tempo passou e o tempo está passando e a proximidade deste tempo ser somente lembrança é maior. Sou emotiva e sensível demais para segurar lágrimas em um momento assim!
Te amo nonna, obrigada por todas as lembranças e mais 50 anos de vida. No aniversário de 85 estaremos em Paris ok?








11 de novembro de 2012

Chapada dos Veadeiros.

E como tradição, quebrando um pouco as regras aconteceu a viagem anual para a Chapada dos Veadeiros. A tradição é irmos todos os anos no mês de julho e para Cavalcante, mas como este ano as coisas mudaram e trocamos nosso inverno no Brasil para um verão na Itália. A troca foi mais que justa, mas não abrimos mão de em novembro irmos novamente para nosso lugar favorito no Brasil. Apesar de pouco tempo (dois dias), muita coisa boa pode acontecer começando pelo tempo. Saímos de Brasília com um tempo chuvoso e cinza que eu adoro, mas tive que abrir mão e ir para longe e deixar este tempo delícia para outro dia. Na Chapada indo para São Jorge que foi onde optamos de ficar devido ao pouco tempo que tínhamos e Cavalcante seria uma hora a mais de ida e de volta, o tempo deu uma mudada e era quente e o céu ficou azul durante a tarde. 
Escolhemos um camping charmoso e bem bonitinho chamado Kalabura, como sempre ficamos em Cavalcante, foi tenso achar um camping que nos agradasse. Estava tudo tranquilo e calmo, ouvindo o som dos pássaros e da natureza, até chegar....um grupo de farofeiros que tinha uma proposta bem diferente da minha, literalmente farrear. 4 garrafas de pinga, Ypióca, limão, sertanejo e eu quase troquei de camping. Bom mesmo é que a dona é bem simpática e logo abaixou a bola deles e depois de trocarmos de lugar, tudo acalmou mais.
Durante a tarde optamos por andar e encontrar uma cachoeira surpresa, durante todo o caminho de terra de São Jorge em direção a Colinas ouvimos músicas e felizes por estarmos novamente tão longe da civilização! Enquanto passávamos atenciosos pela estrada de terra não muito boa devido as chuvas anteriores, passamos por um senhor que parava seu carro para admirar a paisagem e ele sorria muito e apesar de faltar alguns dentes, foi um dos sorrisos mais belos que já vi. Ele sorria pra gente, que passava de carro sem saber de onde veio e para onde vai, mas sorriu, feliz, despretensioso e muito sincero! Obrigado senhorzinho por sorrir para mim, espero o meu ter retribuído a boa sensação que me passou! 
O recanto da tarde foi a Praia do Jatobá, que não era cachoeira mas que possui um poço delicioso de um rio que desce e uma praia muito delícia com um Jatobá imenso fazendo a sombra. O lugar me deu um pouco de nostalgia da infância, pois costumava a ir em lugares assim com meus pais e amigos. Saudades daqueles tempos, quando era mais comum e fácil sair da cidade com mais frequência. 
A noite foi banhada por uma luz prata do luar em um restaurante muito simpático que fica ao lado do camping chamado Santo Cerrado (eu acho)...o barzinho/restaurante é todo muito bem decorado com artefatos da típica casa do interior do Brasil. Madeira, canecas e bules esmaltados, ladrilho hidráulico, cafezinho, cervejas e boas comidas. 
O dia seguinte nublado ficou sem cachoeiras, mas rendeu uma visita à um viveiro de plantas em Alto Paraíso, e saí de lá com um muda de Buriti, Jacarandá e uma roseira, me deliciei vendo tantas árvores ainda pequenas e algumas mudas maiores (queria todas plantadinhas aqui por perto).
A viagem foi pequena, mas foi intensamente feliz. Quero mais e não vejo a hora de poder voltar de novo, mas dessa vez para Cavalcante! :D




























Mudinha de Buriti :D













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