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24 de março de 2012

Some days in Faro.

Enquanto os dias aqui passam voando (é impressionamente como o tempo aqui passa mais rápido que o normal) e uma nova rotina começa, voltamos a tentar fugir disso tudo que nos engole rapidamente e se não prestarmos atenção a vida é uma vida comum em qualquer lugar do mundo.
A rotina começa tendo que acordar cedo (4 de 7 dias da semana) e acordar 7 da manhã para mim é o mairo sofrimente da viagem. Para quem deixou de ter sua vida acadêmica toda noturna acordar este horário para estudar é realmente muito tenso e passo quase todo o dia na universidade fazendo os milhões de trabalhos do curso de arquitetura, como sempre!
De vez em quando esse ritmo lento e calmo da cidade de Faro é bom (de vez em quando, pois ainda não me acostumei a ver poucas pessoas nas ruas durante o dia e a noite). Realmente é uma cidade ao contrário da acostumada no Brasil, onde vemos a cidade fervilhando as 7 horas da manhã e bombando às 10 da noite, todos sempre conversando alto, sem muitos pudores e regra. É isso! O povo português tem muita regra e muito método para viver e isso perde a naturalidade e a graça das coisas!
Sorte a nossa que Fernando Pessoa era um caso a parte e nos deixou uma vastidão de pensamentos poéticos de terras portuguesas.
Algumas fotos da semana só para não deixar o blog tanto tempo sem posts!










 Mamis, reconhece a camisa da vó?









Improvisando um quarto mais interessante!
PS: Em breve boas notícias!

18 de março de 2012

If....


'If there's anything to say
If there's anything to do
 If there's any other way
 I'll do anything for you
I was dressed inbarresment
 I was dressed in wine
If you had a part of me
 Will you take your time?
 Even if I come back
Even if I die
 Is there some idea
 To replace my life'

15 de março de 2012

Pensar...Pensar..!

''Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.''
Alberto Caeiro

14 de março de 2012

Tous les garçon...

Attenberg

Amigos de Faro.

Desde que chegamos em Portugal o acontecimento mais comum é conhecer pessoas (ainda bem) algumas muito interessantes já outras nem tanto. As pessoas mais próximas e já amigos de Faro (sim amigos por que depois de tudo que já passamos por aqui não poderia ser outra coisa) conhecemos desde o primeiro dia na Pousada da Juventude que foi o primeiro lugar que ficamos quando chegamos em Faro.
Não é relevante para quem não viveu saber como tudo aconteceu, mas garanto que desde os primeiros contatos de Olá ou Hello sairam muitas risadas (e surtos de riso) e foram maravilhosos até agora (e continuarão sendo).
Uma das coisas que mais estou apreciando em Faro são os pequenos momentos interessantes que aqui acontecem sempre e a qualquer hora do dia ou da noite. Mesmo que seja uma compra no mercado ou a ida para aula sinto um momento diferente que me agrada muito. Talvez sejam os novos ares, novas pessoas, novos lugares, novo eu... Que era (é) tudo o que preciso nesta vida!
Algumas figuras aqui já são bem conhecidas, mas vale sempre ressaltar! 






12 de março de 2012

Óbidos, Portugal. II

(Clicar em CONTINUE LENDO para ver todas as imagens)





Óbidos, Portugal. I

Ontem fizemos nossa primeira viagem dentro de Portugal (tirando a de Lisboa para Faro). Aproveitamos que estava acontecendo o Festival de Chocolate na cidade histórica Óbidos, que fica um pouco acima de Lisboa e que estava na lista dos lugares para conhecer em Portugal que fiz antes de vir para cá.
Enfim, Óbidos é na verdade uma vila de influência Romana e cercada por uma enrome muralha e recheada de igrejas e lugares respirando história me dando a melhor aula de história da arquitetura de todos os tempos (é só o começo). 
Alugamos um carro para sete pessoas e partimos de Faro em direção a Óbidos e quatro horas depois, após  muita dor de cabeça com um GPS que não funciona direito, mil voltas nas estradas e um pedágio de 17 euros (tá que é Auto estrada, mas foi caro mesmo assim) finalmente conseguimos chegar ao destino final.
Pela primeira vez na vida eu vi uma muralha, um castelo e um aquetudo pessoalmente (aiii que emoção)! A Vila é muito charmosa e muitas vezes lembram partes de Ouro Preto e Pirenópolis (só que mais antiga claro).
Gastamos um tempo bom andando nas muralhas (tontura e moleza) apreciando vistas maravilhosas da cidade e do campo e até que no final de tudo fomos ao tal Festival (fail) de chocolate que eu não queria entrar mas as gordices daqui queriam (digo Luiz, Abraão, Kairo e Gian) e por estar acontecendo este festival a cidade estava bastante cheia de turistas. 
Sobre a volta de carro para casa eu resumo em diesel acabando (não fomos de caminhão), carteira sumindo subtamente, machismo aparente dos gaúchos e 6 horas de viagem.
Agora apreciem as milhões de imagens que vou dividir em dois posts.




 Já vi três vezes os cachorros pedindo dinheiro enquanto seus donos tocam acordeão.

Cidade Velha ou Vila Adentro, Faro.

Sexta a tarde aproveitamos a luz amarelada do sol para darmos um passeio na Cidade Velha de Faro onde encontram-se as construções mais antigas e importantes da cidade como a igreja e o museu. Esta parte da cidade é bem diferente do que estou acostumada na minha cidade natal e eu estou adorando isso, as ruas são todas em pedras, bem estreitas, as janelas 'colôniais' viradas para as ruas, as casinhas brancas e coloridas com flores enfeitando a fachada a mistura da arquitetura medieval com a árabe e por aí vai. É tudo naturalmente nostálgico e belo.
O tempo foi bem aproveitado ao final da tarde com amigos, o vento fresco a luz do sol partindo na Ria Formosa e o friozinho gostoso de Faro caindo junto com a noite.





9 de março de 2012

s a u d a d e s

'Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.
A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me,
Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge,
Desta entrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso,
Desta turbulência tranqüila de sensações desencontradas,
Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada,
Deste desassossego no fundo de todos os cálices,
Desta angústia no fundo de todos os prazeres,
Desta sociedade antecipada na asa de todas as chávenas,
Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias...'



Hoje sinto só saudades e Fernando Pessoa representa bem!


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