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30 de outubro de 2010

Felicidade Clandestina

Apesar desta semana ter sido mais corrida e um pouco cansativa que as outras, eu tive um dia atípico que foi um tanto especial. A idéia era fazer um 'cultural day' e eu o fiz com uma amiga muito querida. Fomos novamente a exposição do Eshcer no CCBB e seguimos pro Caixa Cultural onde acabamos entrando de 'gaiatas' no coquetel de abertura de duas exposições, com direito a champanhe e quiches.
Foi um dia aparentemente normal, na qual não tiveram muito acontecimentos extraordinários, mas tinha um 'algo' mais nos raios solares e na brise que o fez ser mais especial que alguns outros.




"As coisas que não existem são mais bonitas"

Felisdônio

29 de outubro de 2010


'— pois agora mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado;
ela saíra agora da voracidade de viver.'
Clarice.

26 de outubro de 2010

que seja...


'...que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.'

Manoel de Barros

24 de outubro de 2010

O mundo mágico de Escher

Hoje fui ao CCBB de Brasília para ver a exposição do artista holandês Escher. A exposição se chama 'O mundo mágico de Escher', onde mostra algumas de suas obras originais e alguns espaços físicos para os visitantes se divertirem e verem ao vivo o poder da ilusão de ótima.
É muito interessante e super divertida!








23 de outubro de 2010

Para...


'Entorpecente frescor,
O elegante punhal da virtude!

Luxúria materializada em delicadeza e sensibilidade.
Temo em deleitar tais prazeres falsamente proibidos
Pois quantas existências

devo encontrar na memória

de um aroma tatuado em cicatrizes.
'

Não são todos os dias e nem todas as pessoas que ganham poesias sinceras.

21 de outubro de 2010

O livro de todos os prazeres.

'Era o começo — de um estado de graça.
Só quem já tivesse estado em graça, poderia reconhecer o que ela sentia. Não
se tratava de uma inspiração, que era uma graça especial que tantas vezes acontecia aos
que lidavam com arte.
O estado de graça em que estava não era usado para nada. Era como se viesse
apenas para que se soubesse que realmente se existia. Nesse estado, além da tranqüila
felicidade que se irradiava de pessoas lembradas e de coisas, havia uma lucidez que Lóri
só chamava de leve porque na graça tudo era tão, tão leve. Era uma lucidez de quem não
adivinha mais: sem esforço, sabe. Apenas isto: sabe. Que não lhe perguntassem o que,
pois só poderia responder do mesmo modo infantil: sem esforço, sabe-se.'
C.L.


Depois que me deliciei mais uma vez com as complexas palavras de Clarice Lispector, desta vez faladas e pensadas pela personagem Lóri e seu amante Ulisses, é que pude realmente entender o porquê este livro tem dois títulos 'Uma aprendizagem' ou 'O livro dos prazeres'. Se eu tivesse que escolher um dos dois nomes para ser o oficial, não sei qual escolheria. O romance intrigante é de um tamanho aprendizado totalmente prazeroso, mesmo com a dor de ser 'ser humano' e o sofrimento pelo simples fato de estar vivo, o prazer obtido ali é longo e quase infinito.

Com certeza, um dos melhores livros de Clarice Lispector que já li, pode ser talvez por eu conseguir ver-me em muitos trechos e palavras, mas ele é independentemente um ótimo livro, e aconselho a todos que gostam de sua literatura a lerem este romance sofrido e manso.
Acho que ainda o devo ler novamente, cheguei à conclusão de que os livros de Clarice foram feitos para se ler mais de uma vez.

20 de outubro de 2010

Saber de nada...

'Tentei descobrir na alma alguma coisa mais profunda do que não saber nada sobre as coisas profundas. Consegui não descobrir.'

Manoel de Barros

The Cranberries

O dia chuvoso e nublano combinou perfeitamente com o acontecimento que estava previsto para a noite. Às 22hrs o show do 'The Cranberries' tão esperado por muitos aqui em Brasília começa, Dolores O'Riordan abriu o show com Analyse e a partir daí tocou grandes músicas da banda, Promises, Animal Instinct, Ode to my Family, Zombie, Salvation, Dreaming my Dream, Linger entre outras várias e fechou o show com Dream descendo do palco, e fazendo o público quase surtar. Tudo só não ficou melhor do que foi, por que não tocaram minha queridinha 'So Cold in Ireland', mas que eu já esperava que não iria tocar.
Para quem ouve The Cranberries há alguns anos, vê-los durante 1 h e 30 m ao vivo foi algo atípico que valeu muito a pena e que claro, eu gostaria de repitir algumas vezes.
Quem sabe o próximo 'encontro' não será em um pub irlandes em um dia chuvoso?! hehehe

18 de outubro de 2010

Se eu fosse eu...


...pararia de querer viver, para assim realmente viver.

14 de outubro de 2010

13 de outubro de 2010

Loucura normal


'...era uma benção estranha como a de ter loucura e não ser doida.'
Uma aprendizagem ou O Livro dos prazeres - Clarice Lispector

Dolce far niente.







Fazer nada no meio da cidade! Tem coisa melhor?
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